Eduardo Bolsonaro condenado: como a imprensa internacional noticiou a decisão do STF

Eduardo Bolsonaro

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, Eduardo Bolsonaro vive nos EUA desde 2025
Published
Tempo de leitura: 2 min

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de condenar o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a quatro anos e dois meses de prisão repercutiu na imprensa internacional.

A Primeira Turma do STF condenou Eduardo Bolsonaro de forma unânime por coação no curso do processo, um crime que ocorre quando alguém tenta intimidar, pressionar ou interferir em investigações ou ações judiciais.

A acusação é de que Eduardo articulou nos Estados Unidos retaliações do governo Donald Trump contra o Brasil e autoridades brasileiras para tentar impedir o julgamento do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-SP), por tentativa de golpe de Estado — ele acabou condenado em setembro e, no momento, cumpre pena em prisão domiciliar humanitária.

"O filho mais novo de Bolsonaro, um ex-parlamentar, mudou-se para os Estados Unidos em 2025, meses antes do julgamento que condenou seu pai por conspiração para um golpe de Estado", disse o jornal britânico Guardian.

"Nos EUA, ele tem se empenhado em angariar apoio, principalmente do governo Trump, para seu pai."

"Em julho do ano passado, um juiz do Supremo Tribunal Federal ordenou o congelamento das contas bancárias e dos bens de Eduardo Bolsonaro, sob a alegação de que o dinheiro enviado por seu pai estaria financiando seus esforços para pressionar o governo Trump a evitar punição pela suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022."

O Times, de Londres, noticiou: "Filho de Jair Bolsonaro é condenado por fazer lobby nos EUA em relação a julgamento sobre golpe".

A rede Al Jazeera, um dos principais canais de notícias do mundo árabe, noticiou que "a condenação é o mais recente revés jurídico para a família Bolsonaro, que continua sendo uma força dominante da direita na política brasileira".

A rede americana NBC News destacou em seu site que os advogados de Eduardo Bolsonaro contestaram o veredito, alegando não haver provas suficientes para condená-lo.

"O ex-parlamentar mora no Texas desde fevereiro de 2025", diz a NBC News.

A agência de notícias Reuters destacou que "a decisão de terça-feira torna Eduardo Bolsonaro inelegível para concorrer a cargos públicos no Brasil por oito anos".

"A Câmara dos Deputados já o havia destituído do cargo e cortado seu salário de parlamentar em dezembro, após ele ter faltado a mais de um terço das sessões deliberativas em 2025."